Quantas vezes os pais se preocupam porque a criança apresenta mais dificuldades de aprendizagem do que os outros colegas de escola?!… Enquanto outras crianças facilmente aprendem com o mínimo esforço… será isso medido pelos testes de QI? Será preciso um nível de QI elevado para se conseguir boas notas?
Pois bem, para começar é necessário lembrar o que significa QI – Quociente de inteligência, apresenta-se como uma medida padronizada, quantificada através de testes e que avalia as capacidades cognitivas, ou seja, a inteligência racional de cada indivíduo.
A classificação proposta por Lewis Terman seria a seguinte:
121 – 130 Superdotado
110 – 120: Inteligência acima da média
90 – 109: Inteligência normal (ou média)
80 – 89: Embotamento (dificuldades em expressar emoções e sentimentos)
70 – 79: Limítrofe
50 – 69: Raciocínio Lento
20 – 49: Raciocínio muito abaixo da média
Assim sendo, quanto maior o QI do estudante, mais facilmente e rapidamente será realizada uma aprendizagem ou solucionado um problema, isso sugere que os resultados escolares poderão refletir estas capacidades intelectuais.
Quer isto dizer que é importante saber-se que, para um estudante ser bom terá de ter um bom QI, pois esse fator influenciará diretamente os resultados académicos. Ora, pode acontecer que um estudante brilhante poderá tirar boas notas com um esforço moderado, enquanto que um estudante menos brilhante precisará de um esforço muito maior para chegar aos mesmos resultados.
Para além disso, é de sublinhar que crianças com QI abaixo de 85 necessitam de uma atenção especial, pois poderão ser candidatos a apresentarem fortes dificuldades de aprendizagem de matérias escolares e, certamente, precisarão de mais tempo e empregar maior esforço.
Perante estas especificidades, estará a escola preparada e disponível para receber cérebros tão diferentes? Será o QI um método de orientação ou descriminação? Será que o nosso QI o único fator importante para o sistema escolar?
Penso que não devemos catalogar pessoas pelas suas capacidades intelectuais… muito menos crianças…
Fico a aguardar partilhas e comentário sobre o tema!
(imagem retirada da internet)


ora pois, aqui temos um grave problema. normalmente as crianças com um nivel de QI mais elevado, apesar de serem excelentes alunos e conseguirem fazer tudo com “uma perna as costas”, a parte social acaba por ser um pouco danificada, pois têm mais dificuldade nas relaçoes sociais e ate entender que há crianças com niveis mais baixos (isto pela minha experiencia pessoal).
O problema, é que os professores tambem nao estão preparados para esta grande diferença de comportamentos, acho eu.
Será que estou a dizer um grande disparate?
Tive colegas completamente burras para as coisas do dia-a-dia que tiravam boas notas e, é claro, que conheci pessoas inteligentes que nunca tiveram grandes notas.
Creio que há outros fatores que influenciam, tais como : a motivação, a capacidade de concentração, ter ajuda dos pais, etc.
Acho que está a manter esta boa reflexão… Será que a escola ensina também para as emoções ou só educa a razão?
É verdade, existem múltiplos fatores que motivam a aprendizagem, será que a escola, atualmente, utiliza a maior parte deles?
Infelizmente não estão preparados para trabalhar as emoções. Experiência própria, alguns não se esforçam para compreender e ajudar, porque isso é trabalho exclusivo para os pais. Acham que está dificuldade , na grande parte das vezes, é ma educação e não outra questão.
As emoções nem sequer são contempladas no percurso escolar… É pouco valorizado… Será que o mais importante nesta área acontece no recreio?
Obrigada pela partilha!
A escola cada vez mais está virada para a inclusão, veja-se agora a nova lei 54 que agora prevê a inclusão de qualquer aluno com dificuldades, mesmo que não tenham sido diagnosticadas a nível médico, que usufrua medidas denominadas universais, para o sucesso.
Agora que falas-te nisso, acho que a escola não leva muito em conta o QI dos alunos. Tudo muito inclusivo, tudo muito certo, mas crianças diferentes têm ritmos de aprendizagem diferente, e crianças com dificuldades incluídas em turmas regulares, mas sem um apoio extra ao professor faz mais mal que bem. acabam por ser trucidados pelo sistema.
Há muito muito tempo atrás, andava eu no 7 ou 8 ano, fizemos um desses testes. Fui das notas mais baixas em 30 e poucas pessoas, 91. Na altura, deram-me a probabilidade de terminar o 12 ano antes de fazer 19 anos, em pouco mais de 10%.
Ao fazer 19 anos estava na universidade, enquanto que colegas, que tiveram 110-118 ainda nem no 12 ano estavam.
É uma forma muito enganadora de analisar a inteligência.
Espero que seja cada vez mais, uma realidade, e que aos poucos melhorem as ofertas e as condições educativas….
Exato, esperamos e ansiamos por uma escola mais sensível e inclusiva, que ensine para o mundo do trabalho mas também para outras tantas competências importantes!
Também concordo! Nenhum de nós deve ser rotulado por um número ou um nome…. Somos todos demasiado diferentes!
Creio que o mais importante será saber o Q.E. (quoficiente emocional). Sei de alunos com um QI acima da médias e têm notas miseráveis…
Boa partilha 😉
Boa análise, o QE é cada vez mais importante nesta equação!
Obrigada!
Se foi importante para a Educação do século XX, o QI será substituido no século XXI (disse alguém).
O QI nunca poderá ser fator de discriminação.
Convém que não seja e que se tenham outros em linha de contam, como o QE, bastante importante nos dias de hoje!
A dificuldade de relacionamento social de crianças com alto QI vem muito de que elas simplesmente não tem com quem conversar as coisas que elas gostam e são capazes. As outras crianças da mesma idade simplesmente não conseguem acompanhar os assuntos dos superdotados.
É muito importante, para o desenvolvimento das crianças, o convívio com outras da mesma idade!
Beijinhos e boas festas!
Pelos comentários percebo porque estamos no embotamento, não entenderam se quer a matéria para comentar. O teste de Q.I é relativo a capacidade de raciocínio, quem está no embotamente, tem dificuldades para se expressar, mas isso não significa ser um problema emocional. É um problema intelectual que reflete na capacidade de se expressar. Vamos trabalhar na causa que a consequência é resolvida.