Conceito de Juventude – ou a famosa – Idade do Armário

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Diálogo entre mim e um/ estudante de 2º ciclo:

«Eu: _ Os jogos e os telemóveis têm muita importância??!!!

Estudante: _ Para nós adolescentes, ou melhor, pré-adolescentes têm…» 

 

E se educar uma criança, dizem os pais que é difícil, então quando eles passam pela fase da adolescência tudo se torna uma completa aventura. É nestas idades que os estudantes procuram ter uma identidade própria, para isso questionando tudo e todos em confrontos duros e pouco fáceis de controlar. 

Muitos chamam de idade do armário: «em que os pais assistem impotentes às transformações físicas e comportamentais dos seus filhos, que mais lhes parecem seres extraterrestres vindos de um planeta distante. A sua única vontade: enfiá-los num armário e só os deixar sair quando esta estranha fase tiver passado. Na verdade, a puberdade é uma etapa difícil para os pais que muitas vezes não sabem como lidar com as transformações que estão a ocorrer à sua frente, dentro de sua casa. É fácil surgirem dificuldades de comunicação entre pais e filhos, que originam conflitos e afastamento… » (Vilar e Abreu, A Idade do Armário: 2011).

Embora todos tenham consciência do que está a acontecer, a aprendizagem não ocorre apenas nos adolescentes, ocorre também nos adultos que acabam por desenvolver novas capacidades e competências para lidar com o dia a dia tumultuoso desta fase.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a adolescência define sendo o período da vida que começa aos 10 anos e termina aos 19 anos completos. Para a OMS, a adolescência é dividida em três fases:

  • Pré-adolescência – dos 10 aos 14 anos,
  • Adolescência – dos 15 aos 19 anos completos
  • Juventude – dos 15 aos 24 anos.

 

Este Post e o próximo, procuram sensibilizar para a Educação nesta fase da vida socialmente tão complexa mas, para além disso, o objetivo é que todos os leitores com mais, ou menos, experiência partilhem as suas opiniões ajudando e orientando quem assim o desejar…. 

 

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10 comentários em “Conceito de Juventude – ou a famosa – Idade do Armário”

  1. Não é de todo fácil ! E quando pai e mãe por vezes não estão de acordo em alguns pontos mais complicado se torna ( acontece por vezes por aqui, o meu marido é mais “duro” com eles).Não podemos esquecer que apesar de serem adolescentes continuam a ser os nossos “bebés”. Se tivermos a mesma paciência como temos quando eles são pequenos torna-se mais simples. Respeito mútuo acho importante, podemos não concordar com o que nos dizem, mas podemos ouvir e respeitar. Temos mais experiência de vida do que eles, e já passamos pelo mesmo. Eu acho uma fase bonita de abrirem as asas ( mesmo que com algumas quedas que nos deixam “chateados” por termos avisado! ). 🙂

  2. Cada fase tem os seus desafios.
    Todos importantes.
    Nós, pais, não podemos baixar os braços e achar que já educámos tudo.
    Eles precisam de nós mais do que nunca! Só que não o reconhecem.
    E nós temos que alterar as estratégias de educação. Sobretudo, fazê-los aprender pelos exemplos, porque a retórica, eles ignoram.

  3. É complicado, quando esses mesmos jovens têm exemplos em casa de pais que passam o tempo a olhar para o smartphone… o que se pode esperar deles???

    Há miúdos que nunca viram os pais lerem um livro. Querem esses pais obrigar os miúdos a estudar…

  4. Adolescência para mim foi aprender a viver por mim própria, com os meus “próprios pés”. Ninguém me ensinou nada em casa, havia regras sim bem rígidas de educação mas foi descobrir a vida aos poucos, por livros, televisão e cinema. Quando dava para chorar ou estar mais triste não havia palavras de apoio. Os filhos que tem verdadeiros pais que fazem tudo para os compreender deviam dar Graças a Deus mas o que eu assisti muitas vezes foi a muita criancice e falta de educação

  5. Por isso é que eu lembro que é uma aprendizagem mutua… na adolescência não são apenas eles que crescem, as famílias também devem aprender a melhor forma de ajudar, incentivar e exemplificar!!!!
    Obrigada pela visita!!!!

  6. Em muitos casos tem de haver muita resiliência para que as crianças e jovens tenham a coragem de não seguir os maus exemplos… sejam esses vindos de fora ou de dentro de casa!!!
    Obrigada pelo testemunho!!!
    beijinhos

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