Tempo de ser criança

crianças

Diálogo entre mim e um/a estudante de 1º ciclo:

«Eu: _O ano passado também andavas nos trampolins, não era?

Estudante: _ Sim, mas este ano saí.

Eu: _Porquê?

Estudante: _ Era muita coisa, muitas atividades… os meus pais disseram que não podia ser! Porque eu andava a sempre a correr de um lado para o outro..»

 

Cada vez mais as crianças desejam participar em atividades extra escolares, pode ser a música, o desporto, os escuteiros e tantos outros grupos que ensinam a crescer de uma forma diferente daquilo que a escola apresenta.

O espírito de equipa, os novos conhecimentos, o desenvolvimento de outras competências, o gosto pela arte… estas participações tornam-se excelente práticas que ajudam os mais novos a crescerem em pleno, seguindo as várias variantes da Educação.

Contudo, como sempre, tudo o que é excesso torna-se incomportável, tanto para crianças como para os pais. O exemplo que aqui apresento é de uma criança que participava três ou quatro destas atividades extra escolares, ao longo da semana, sendo que os pais, no final do ano letivo, consideraram que seriam muitas atividades e havia necessidade de reduzi-las.

Não considero que exista um limite máximo ou mínimo neste género de participações, contudo, cabe à família refletir com bom senso e decidir tais opções, pois, diariamente as crianças devem ter tempo para fazer os trabalhos de casa, estudar e também para brincar, pois brincar, para uma criança é algo de muito sério e importante, que contribui, em muito, para o seu desenvolvimento integral!    

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6 comentários em “Tempo de ser criança”

  1. os “tempos modernos” fizeram com que quiséssemos tudo, fazer tudo, aproveitar ao máximo… e esquecemos do tempo necessário para saborear as coisas.
    passamos esta brevidade para as crianças e aniquilamos o prazer das coisas, das experiências.

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