‘Rebeldes’: os que não estudam o suficiente…

estudar 24

Diálogo entre mim e estudante de 2º ciclo:

«Eu: _És repetente deste último ano?

Estudante: Sou.

Eu: _O que andaste a fazer o ano passado?

Estudante: _Andei a passear os livros…

Eu: _ Então gostas muito da escola, é que assim andas lá mais tempo!

Estudante: _Num gosto de estudar… num sei nada… num percebo nada… num tenho paciência…»

 

Foi uma das minhas conversas… das tantas deste género que já tive… que vários pais já tiveram… que vários professores já tiveram, certamente!

Estes estudantes apresentam sempre caraterísticas semelhantes: um desinteresse enorme pelas disciplinas no geral, não reconhecem as dificuldades em determinadas matérias, apenas a preguiça e o desinteresse geral, têm toda uma comunidade educativa (pais/professores/etc) que não conseguem renovar a motivação e o interesse perdido, pela escola e pela construção de um futuro pessoal e profissional.

Estes estudantes precisam, primordialmente, que não se desista nem estereotipe ainda mais estes casos. O estimulo de reflexão sobre projetos futuros e os desejos profissionais devem ser uma constante e delicada conversa. O controlo de rotinas e tempos livres deve ser assegurado e o tempo de estudo fora das aulas deve ser efetivo.

E, se em casa quiser ter a certeza de que o aluno estuda, partilhe o espaço (sala/escritório) de estudo com ele, retire-lhe todas as distrações (telemóvel, PC, TV) defina os trabalhos/estudo a realizar, sente-se a seu lado a ler um livro ou uma revista enquanto ele estuda e, no final do tempo de estudo, reveja e corrija o trabalho realizado. 

Nestes casos específicos a ajuda de todos os profissionais é bem vinda, se considerar necessário pode recorrer ao apoio de professores, de psicólogos, de explicadores, de acordo com cada especificidade apresentada.

\"mafalda

 

12 comentários em “‘Rebeldes’: os que não estudam o suficiente…”

  1. Sandra Wink.Wink

    Eu também já ouvi aqui em casa…..-mas para que é que isto me vai servir para a vida?? Tento não revirar os olhos nem suspirar.
    Noto que a motivação e a recompensa pelos bons resultados ajuda muito. Sento-me com ela e envolvo-me nos tpc, mesmo que eu não perceba nada do assunto. Deixo que ela me explique. Se é preciso tempo?? é sim, se me tira do sério??, sim muitas vezes, mas é um processo. Ninguém é perfeito nem nós os pais, nem os miúdos, nem os professores.

  2. A minha E. ( 7ºano) tem muitos colegas assim. E, parece-me, que os pais até são preocupados. Acredito que vem muito de trás, de quando são mesmo pequeninos. E do que vêem em casa, por norma pais que lêem filhos que gostam de livros. Cá por casa , FELIZMENTE, temos estudantes interessados. O J. está no 4ºano.E são bem diferentes um do outro, interesses diferentes = livros diferentes.
    Mas acredito que seja uma dura tarefa motivar os filhos para o estudo quando estes não querem saber. E mais difícil quanto mais para a frente…

  3. Pois, as crianças precisam muito dessa envolveria e dedicação dos pais para darem mais valor à escola e perceberem que o futuro poderá ser melhor se forem bons alunos, interessados e dedicados.
    Obrigada pelo testemunho.

  4. E esperar que mudem nunca é solução… Para cada criança uma opção é motivação diferentes, porque, como muito bem disse, todos eles são diferentes e devem dedicar-se a estudos diferentes.. A Leitura é, sem dúvida, ferramenta imprescindível!
    Beijinhos

  5. Concordo, as crianças devem sentir os pais presentes e preocupados…sentir a responsabilidade que os faz crescer de forma saudável e equilibrada… Saber o valor da escola e transmiti-lo é essencial!
    Obrigada,

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