Escola: para que te quero?!?!

contextos educativos

Diálogo entre mim e um/a estudante de 3º ciclo:

«Estudante: _A escola não me interessa muito, quero ser futebolista.

Eu: _ E depois vais para televisão dizer barbaridades?

Estudante: _ Não… tenho de saber outras línguas e assim…

Eu: _ Depois é uma vergonha se nem sabes falar português…

Estudante:_ Não pode ser…

Eu: _ E para saberes gerir o teu dinheiro, tens de saber de matemática?!

Estudante: _Pois…

Eu: _Vês como a escola vai ser sempre muito importante na tua vida, seja como for!?»

 

Perceber o quanto a escola e a formação é importante para a vida de qualquer ser humano deve ser incutido desde a mais tenra idade nas nossas crianças, não apenas para desenvolver uma promissora vida profissional, mas também como apoio a uma vida pessoal e social de maior riqueza e conhecimento.

O animo e incentivo para o conhecimento deve ser cultivado por todas as pessoas que têm o papel de educadores. Neste sentido, desenvolver a motivação em cada estudante é, sem dúvida, o maior e mais importante pilar no despertar do gosto e motivação pela escola.

Segundo um estudo recente do Observatório de Inserção Profissional dos Diplomados da Universidade Nova de Lisboa (OBIPNOVA), em Portugal os detentores de cursos superiores têm «salários mais altos, maior possibilidade de arranjar emprego e mais rápidas progressão salarial. Calcula-se que a frequência num mestrado em Portugal represente um ganho salarial de 300 mil euros ao longo da carreira profissional.» (In Diário Económico:2013).

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8 comentários em “Escola: para que te quero?!?!”

  1. Não tenho filhos mas se tivesse insistia para que tivessem, pelo menos, o 12.º Ano.
    Para além das disciplinas a escola também ensina : regras, a viver em sociedade, a habituar-se a horários, etc.

  2. Eu sou uma revoltada por natureza com a escola, ou com o ensino que nos impingem.
    Quando era pequena adorava a escola e até queria ser professora. A partir do 7 ano comecei a mudar, e no liceu, só queria que terminasse logo o 12º ano. Sempre me questionei para que serviam determinadas disciplinas, e hoje pergunto-me para que serve mais de metade daquilo que aprendi na escola. E a conclusão é simples. A maior parte, não me serve para rigorosamente nada!
    Se é importante termos alguma cultura geral? Sim.
    Se é importante algumas coisas que damos em matemática? Absolutamente! Ainda hoje tenho que usar fórmulas e contas com fracções no meu trabalho.
    Se as línguas são importantes? Também, principalmente o português (embora de forma geral os alunos tenham melhores notas nas línguas estrangeiras).
    Se é importante sabermos um pouco da história do homem, do nosso país, do mundo, ou do nosso corpo. Concordo. Mas quanto do que nós aprendemos ainda sabemos hoje. Quando do que nos foi ensinado nesse tempo, se mantém hoje?
    Se a escola é importante e faz falta? Totalmente! Revolta-me é a forma como o ensino é feito, e a forma como se avaliam os alunos e dão mais importância quantitativa do que qualitativa aos conhecimentos que eles vão apreendendo.

  3. Já refleti imensas vezes sobre as matérias dadas e sobre o quanto está, o ensino, estagnado no tempo… e se, fora das paredes da escola não os motivamos para o estudo das matérias de forma mais bela, simples e concreta, os estudantes também não conseguirão associar a teoria à prática… o ensino regular precisava de tanta mudança……. fica neste Blogue o desejo de muitos de nós…

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