Diálogo entre mim e um/a estudante de 1º ciclo:
«Eu: _Calcula 15+3=___
(momento de espera para concretização do cálculo)
Eu: _Consegues fazer esta conta???
Estudante:_ (……) Não!
Eu: _Porquê?
Estudante: _Não tenho dedos que cheguem pra contar mais…»
Para além das incontáveis aprendizagens trazidas pelos primeiros anos de escolaridade, desenvolvem-se também estratégias e métodos de aquisição de saber, fundamentais e individuais um cada criança. O exemplo que apresento aqui, trata-se da dificuldade em aprender a contar de forma abstrata, sendo que, a capacidade de abstração deve ser promovida nas crianças ao longo de todo o 1º ciclo, nos cálculos, problemas, leitura e escrita.
Sendo estas capacidades diferenciadas de acordo com o desenvolvimento específico de cada criança, cabe aos educadores que a apoiam, construir estratégias de compreensão e apreensão de novas matérias. Na situação concreta que apresento, poderemos optar pelo treino com desenhos, ou utilização de objetos, de forma a tornar mais concreta a abstração numeral.
Não podemos esquecer que a melhor forma de apoiar os estudantes na construção de métodos e estratégias passará sempre por considerar as especificidades de cada caso.
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Ora nem mais, a verdade é que cada caso é um caso..
Beijinhos
Agora apeteceu-me ser mazinha
e dizer ao miúdo :
-Tens sim, tens os dedos dos pés.
E que jeito lhes daria que os pés estivessem ali à mão…
E é preciso muita atenção para adaptar estratégias a cada caso…
Concordo contigo, devemos ter em conta o que cada um já sabe e criar novos métodos a partir dos que existem!
Obrigada pela partilha e pela visita.
Sei o que passo com a minha filha de 9 anos, super inteligente e disléxica cognitiva…. número para elas são ilógicos e desnecessários.
Com algum trabalho adicional ela consegue!
Obrigada pela partilha!