Bullying na escola: Como agir?

emoções

Em poucos anos a palavra tornou-se muito (re)conhecida, embora o seu conceito já existisse há longos anos, agora está a tornar-se mote de mais reflexão e sensibilização. A palavra Bullying significa agressões físicas ou verbais, realizadas de forma intencional e repetitiva, por um ou vários estudantes contra um ou vários colegas de escola.

Viver esta má experiência preocupa pais, educadores e estudantes, já que pode acarretar problemas físicos e/ou psicológicos difíceis de superar em qualquer criança ou jovem.

Devido às várias funções que desempenhei na área da Educação, contactei com estudantes e encarregados de educação em grande aflição e ansiedade por estarem a viver uma situação destas. Não quero, de forma alguma referir nenhum destes casos concretos, quero apenas alertar para esta realidade atual, deixando, por aqui, mais algumas informações e orientações sobre o tema. 

 

Quando os encarregados de educação são confrontados com uma suspeita de Bullying deve atentar às seguintes situações:

 

  • Não desvalorize os acontecimentos e sentimentos do estudante;
  • Incentive-o a contar toda a vivência, sem medo nem vergonha;
  • Reforce a autoestima e explique-lhe que não tem culpa do que sucedeu;
  • Aconselhe-se com um psicólogo para possível acompanhamento do estudante, se necessário;
  • Desenvolva, com o estudante, atividades e conversas que lhe aumente a segurança, a confiança e a autoestima.

 

Se a situação exigir uma atitude mais direta e ativa, pode recorrer aos seguintes agentes educativos, de forma a que o ajudem a resolver esta situação:

 

– Diretor de turma, e/ou diretor da escola;

– Auxiliares de ação educativa;

– PSP: Escola Segura;

– Psicólogo;

– Família do agressor;

– Outros encarregados de educação.

 

Esta situação não deve ser escondida, pois possibilita ao agressor mais confiança nas suas atitudes e é isso que também deve incutir no estudante. Para além disso, deve informar todos os educadores que contatam com o estudante, vítima de Bullying, para que estes estejam atentos e auxiliem numa evolução positiva.

Muitas vezes as vitimas de Bulling escondem, de todos, o que está a acontecer, portanto, no Post seguinte irei referir algumas situações em que deve estar atento.

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31 comentários em “Bullying na escola: Como agir?”

  1. O Cyberbullying é o mais fácil de resolver, desliga-se a ficha, literalmente, e acabou. Os outros são muito mais complicados.
    O problema de se contactar a família do agressor é que, o mais provável, é ser uma família disfuncional e pouco aberta ao diálogo.

  2. Muitas crianças vêm a Internet e as redes sociais como algo tão imprescindível que não sabem como se defender… Logo, o apoio da família é fundamental!
    O contacto com a família do agressor é uma hipótese a considerar, que pode ou não dar resultado…
    Obrigada pelo comentário! Beijinhos e boa semana!

  3. Mais grave que tudo isto é a escola compactuar com o bullying, dizendo que “são coisas normais de crianças”… falar com os pais do agressor que dizem “desculpe, mas não acredito que o meu filho faça isso”, “isso é tudo mentira” (mesmo quando os colegas corroboram a história do agredido)… apresentar queixas na polícia que “nada pode fazer” e enviar queixas à direcção regional de educação que não responde… Ser obrigado a mudar a criança agredida de escola para que possa dormir descansada…
    O pior do bullying está nos adultos que protegem o agressor. E isto é que os pais não sabem como combater… E sobre isto é que eu não tenho visto soluções…
    Um abraço

  4. O meu com 7 anos é já é enxuvalhado na escola, tanto pelo que leva calçado como o que leva para o lanche! Achas normal? Um dia levou uns sapatos tipo vela, começaram a gozar com ele porque levava sapatos de baptizado!!! Ele adora os pokets de polpa de fruta do Intermaché, compro-os de propósito em Pombal, não os quer levar para a escola porque gozam com ele porque lhe dizem que aquilo é para bébes!!! Acho isto tão lamentável, eu bem lhe tento explicar que não é ele que está mal, mas os outros que o criticam, mas está difícil!.

  5. Também me parece que estas crianças vítimas precisam de mais apoio do que aquilo que existe… E muitas vezes o maior apoio vem de alguns colegas que ajudam e protegem… É um tema que precisa de muita reflexão!

  6. Arranjam é sempre forma de criticar… Enfim…Ele tem de aproximar-se dos colegas que o respeitam e não ligar a essas coisas… É muito difícil…E as famílias têm de estar muito atentas! Nem sempre as escolas estão sensíveis aos casos, o que é de lamentar!

  7. Passei por isso, aliás a minha filha, publiquei no meu blog, e custa-me falar sobre o assunto, a coisa não é tão linear.
    Mas acima de tudo convém não dramatizar, pois para a criança é muito pior.
    Os professores, auxiliares,colegas sabem mas não se manifestam.
    Descobri porque a outra miúda teve um ataque de fúria e destruiu o saco de educação fisica da miuda, a partir daí tudo se despoltou

  8. E acima de tudo as crianças têm de sentir que não estão sozinhas com esse problema, que família e amigos apoiam e compreendem…
    É, sem dúvida, um assunto muito sensível para quem convive mais de perto…
    Obrigada pelo testemunho, aqui e no seu blogue.

  9. Pode ser frio e insensível o que vou aqui dizer, mas não me consigo conter: Bullying – o crime da era moderna – culpados: pais que não sabem educar. Não passaram assim tantos anos desde que acabei a escola (uma década e pouco) e o problema virou algo inadmissível, algo discutido de forma repetida pela sociedade em geral e o pior de tudo, a meu ver, é que ninguém está a procura de soluções para a origem do problema em si – a educação!
    Grande parte do comportamento das crianças, como pensam, agem ou falam vem da educação que recebem em casa, dos pais! Mais do que a possibilidade de os inscrever no ballet ou nas aulas de inglês ou mima-los com as ultimas tecnologias, a boa educação nunca vai passar de moda! E nisso, são poucos os pais que investem!
    Fala-se em agressores quando na verdade são crianças que não aprenderam desde cedo a diferença entre o certo e o errado.

    Peço desculpa de ferir susceptibilidades, até porque hoje em dia todos os temas são delicados e todos ficam ofendidos mesmo que seja uma opinião geral.

  10. Bem, o texto de reflexão que escrevi está mais direcionado para a protecção das vítimas do que para os agressores, no entanto, é algo que deve ser também discutido à luz da educação!
    Agradeço a partilha!

  11. Não discordo do que disse em relação à educação e que as atitudes vêm de casa. Mas acredite que as crianças sabem distinguir o certo do errado, por muito pequenas que sejam. Se conhecer de perto casos destes, consegue perceber que a maldade delas chega a ter mesmo um certo requinte. Elas, as crianças, sabem quando estão a atormentar os colegas e fazem-no com gosto.

  12. É o que nós, pais das nossas crianças (da mesma turma) dizemos às nossas crianças. Conheço um caso que não chegou a ser bicudo, nem teve asas para voar, porque as crianças (inclusivamente as não diretamente envolvidas) uniram-se, contaram aos pais e aos professores o que aconteceu; unimo-nos todos e a escola tomou providências. Para já, tudo calmo.

  13. Passei por essa situação(com a minha filha) há precisamente 7 anos. Parece que foi ontem. Bowling feito pelas melhores amigas/amigos. Todos da mesma turma. Adoravam-na,ela sempre foi a amiga em quem se poderia confiar. Foram para lá umas mais velhas,repetentes portanto,e acharam-se por direito excluir a minha filha de tudo e todos. Ao ponto de eu ter que mudar a minha filha de escola,outra terra,ou seja,vender a minha casa e começar do zero. Noutro sitio,com outras gentes. Mil e umas queixas na escola onde não faziam o menor caso. E é triste as vítimas terem que cortar com toda uma infância e mudarem de terra,escola e amigos. Ela hoje,é uma mulher,está na faculdade. É feliz e realizada. A mãe(eu) é que nunca na minha vida me esquecerei. A mágoa está aqui guardada,num cantinho do meu coração. Sabendo porém que fiz tudo,tudo o que estava ao meu alcance para a proteger. Tenho uma filha de 11 anos. Morro de medo passar pelo mesmo. As famílias dos agressores ainda os defendem. Quem não a tem(educação) não a pode dar.

  14. Essa coisa no meu tempo não existia, se chegasse a casa a queixar-me dos colegas ainda levava era no focinho por não me saber defender. A putalhada hoje são um bando de maricas, nem se sabem defender, quero ver esta putalhada na guerra se um dia houver outra guerra. Vão-se borrar de medo e ser fuzilados de deserção.

  15. Eduque o fedelho como deve ser. Se o souber educar o puto passará de gozado a gozador. O puto não tem pai ? Você não tem competência para educar o fedelho, deixe isso a cargo do pai, esperando que seja mais competente que você. Com os meus putos ninguém goza, eles é que definem a tendência.

  16. No mundo não há lugar para os fracos. A culpa não é da sua filha é sua que não a soube educar para liderar. Deixa a educação do puto ao pai, esperando que seja mais competente que você. Os putos devem ser educados desde o berço a saberem-se defender e impor as suas vontades. Você é uma incompetente. Tenho dois putos, um rapaz e uma rapariga, e devido à educação que tiveram desde o berço, são eles que impõe a sua vontade ao resto da maralha. Prefiro que sejam os outros pais a fazerem queixa dos meus do ter que ser eu a ir fazer queixa dos outros. Quem não é líder na escola, quem não se sabe defender na escola será toda a vida um falhado. A sua filha está na universidade mas já nasceu uma falhada, ter um canudo hoje não é nada, a autodeterminação, a liderança, a autonomia valem 100 canudos.

  17. Sofri bullying, numa altura que era tabu falar se de bullying.
    Hoje vejo a minha sobrinha a sofrer o mesmo, a ter crises de ansiedade e pânico, a não querer ir para a escola, e a ter um rendimento escolar negativo.
    Fala se com a DT (directora de turma) Eça resposta é: “são adolescentes…”, “a criança em causa tem problemas…”
    Primeiro, são adolescentes e??? Não se faz nada porque são adolescentes? Mas, em que mundo é que está professora vive? Li noutro dia uma frase que dizia algo como “Quando alguém faz uma piada, mas apenas o que a faz se ri, já não é piada, e bullying. Porque se fosse piada estariam os dois a rir.”

    Em relação á criança em causa, ter problemas, não é desculpa. Todos temos. A minha sobrinha está a ser seguida por uma psicóloga há quase dois anos, tem crises de ansiedade e neste momento nem a escola quer ir. Ter problemas não é desculpa para fazer mal aos outros.
    O que se faz quando a professora responsável pela turma simplesmente desculpabiliza o atacante/bullie?

  18. Agradeço o testemunho, infelizmente tão duro… a minha opinião pessoal aponta duas etapas, primeiro procurar a Política de Escola Segura, por vezes eles têm estratégias importantes, baseadas na experiência de acompanhamento escolar e recorrer também à Direção da Escola… Se nada acontecer, a forma mais radical, e que defendo em último recurso será mudar de escola… nenhuma criança deveria ir em pânico para a sala de aula… esta tem de ser um lugar confortável de aprendizagem.
    Que tudo corra pelo melhor
    Beijinhos

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