As vossas crianças e jovens continuam a usar o telemóvel?

telemovel

Por cá já escrevi sobre a importância das tecnologias para quem cresce e aprende, e defendi também o quanto moderado esta utilização deverá ser…

Se, em tempo de aulas, os estudantes devem deixar os telemóveis e afins porque têm de estudar e frequentar outras atividades, durante estas longas férias a tentação de se agarrarem a estes equipamentos deve ser mais forte e presente!

Acredito que o uso destes objetos deva ser alvo de muito diálogo e negociação constante nas famílias. Que mais poderá querer um estudante fazer, em casa, para além de ver TV, ou usar PC/telemóvel/tablet? Conseguem eles divertirem-se com outras coisas? Terão de sair de casa para não utilizar estes equipamentos?

A maioria dos profissionais aconselha uma média de 2h diárias de utilização, para a maioria das idades… tenho uma pequena ideia de que isso não consta na maioria das casas…

Querem partilhar a vossa experiência? Como é a negociação aí em casa?

Obrigada pela partilha!!!

 

\"Imagem

 

(imagem retirada da internet)

15 comentários em “As vossas crianças e jovens continuam a usar o telemóvel?”

  1. Imagino a luta que os pais têm, em certas casas, para que os filhos moderem o uso do telemóvel.
    Parece-me que uma boa opção é distrairem as crianças com jogos e outras atividades semelhantes.

  2. Também me parece que essa deva ser grande preocupação familiar, penso que o mais importante é o exemplo, quando os pais passam muito tempo nessas novas tecnologias, as crianças seguem….

  3. Eu sou a favor, apenas, em contexto educativo.
    No documentário The Begining of Life, acerca do qual já escrevi, os cientistas não apontam qualquer evolução neurológica quando os bebés/crianças são sujeitos à TV e outras tecnologias mencionadas.
    Há que sair para a rua, andar de pés descalços, cair,…

    Cada ano que passa, menor é o número de alunos que sabe o que é um musgo ou um feto, no 6.º ano. Então se falar em manta morta… nunca a sentiram, viram…

  4. A minha “luta” diária. Mas temos sorte por viver no campo. Brinca-se na rua nas horas possíveis, e dão-se mergulhos na piscina. De manhã as tarefas de casa ( deixar quarto arrumado e ajudar no que houver para fazer) têm de ficar feitas. Depois é rua ou brincar. Quando o calor aperta ( 11h) é que sim, uns vêm TV, outros jogam ou comunicam com os amigos . Depois do almoço, + um pouco de tecnologia até a hora decente de se sair de casa devido ao sol ( claro que depende dos dias!). Quando me dizem que não sabem o que fazer , arranjo tarefas! Ahahahah. Tento que não estejam mais de 2h diárias, mas tem dias que chegam às 3h e tenho noção disso. Tentamos passear bastante o que ajuda a desligarem-se. À noite não há tecnologias, mas sim leitura. 🙂

  5. Viver o mais próximo da natureza ajuda muito, mesmo! Será mais difícil para quem vive em cidades de muita agitação e de pouco espaço para crianças…
    Obrigada pela partilha e pelo exemplo deixado!
    Beijinhos

  6. Pois eu cá tenho uma relação de amor ódio com as tecnologias: se por um lado me dá jeito, porque se precisar de o deixar sozinho, sei que estando ocupado com os jogos, posso ir tranquila, mas depois quando estou em casa e quero que ele largue aquilo é um caso sério!

  7. Excelente escolha de tópico! Isto precisa de ser tema de conversa com mais frequência.

    Parece-me excessivo duas horas diárias. A maioria das actividades extra-curriculares, seja música, desporto, pintura, etc, tem a duração de uma hora. Porquê deixar uma criança interagir com algo que tem uma natureza viciante – muitas apps e jogos são desenvolvidos com base em sistemas de recompensa e isso faz-nos querer ficar a jogar mais tempo – durante mais tempo do que algo que sabemos ser saudável e essencial para o bom desenvolvimento ( social, físico, etc) ?
    (Nada é livre de perigos, o exemplo só serve como aquilo que é… Uma base de comparação)

    – E como é que se negoceia de forma “saudável” quando mesmo os mais velhos (pais, irmãos, tios, etc) estão tão embrenhados nessas tecnologias?
    Não precisa de se falar de telemóveis. Pense-se no caso do jantar em família que actualmente é feito de televisão ligada na casa de muitas famílias… (Notam-se semelhanças nas situações?)

    Numa nota mais positiva não me parece que os jovens não se saibam divertir sem tecnologia, ou que isso lhes seja muito difícil.O que é necessário é que estejam com amigos por um lado, e tenham alguma orientação por outro.
    Alguma dedicação e investimento.

    Mais uma vez, bom tópico! Mesmo com a complexidade do tema

  8. Excelente escolha de tópico! Isto precisa de ser tema de conversa com mais frequência.

    Parecem-me excessivas as duas horas diárias. A maioria das actividades extra-curriculares, seja música, desporto, pintura, etc, tem a duração de uma hora. Porquê deixar uma criança interagir com algo que tem uma natureza viciante – muitas apps e jogos são desenvolvidos com base em sistemas de recompensa e isso faz-nos querer ficar a jogar mais tempo – durante mais tempo do que algo que sabemos ser saudável e essencial para o bom desenvolvimento ( social, físico, etc) ?
    (Nada é livre de perigos, o exemplo só serve como aquilo que é… Uma base de comparação)

    – E como é que se negoceia de forma “saudável” quando mesmo os mais velhos (pais, irmãos, tios, etc) estão tão embrenhados nessas tecnologias?
    Não precisa de se falar de telemóveis. Pense-se no caso do jantar em família que actualmente é feito de televisão ligada na casa de muitas famílias… (Notam-se semelhanças nas situações?)

    Numa nota mais positiva não me parece que os jovens não se saibam divertir sem tecnologia, ou que isso lhes seja muito difícil.O que é necessário é que estejam com amigos por um lado, e tenham alguma orientação por outro.
    Alguma dedicação e investimento.

    Mais uma vez, bom tópico! Mesmo com a complexidade do tema

Responder a A 3ª face Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *