As viagens de Finalistas… Sim? Não?

família 24

Diálogo entre mim e um/a estudante de 3º ciclo:

«Eu: _ Já está na altura de vocês começarem a pensar na viagem de finalistas?!

Estudante: _As escolas públicas normalmente têm… mas o meu colégio não faz….»

 

Quantas são as notícias reveladas pelos mass media, sobre as viagens de finalistas do ensino básico e secundário e nem sempre boas??? Quantos são os pais preocupados com estes dias de pura diversão??? Quantos os alunos que planeiam ansiosamente as suas férias em colegas, repletas de novas experiências e vivências???

Pois bem, sobre este tema não posso falar em experiência própria, nunca fiz uma viagem de finalistas, nem mesmo na faculdade…

Mesmo assim, e pelo meu contacto com estudantes que vivenciaram e vivenciam tais experiências, gostaria de escrever um pouco da minha opinião e partilhar com vocês reflexões sobre este tema pois, seja como for é parte integrante da educação de muitos estudantes.

Parece-me que a melhor forma de direcionar esta reflexão será definir pontos positivos e negativos destas Viagens de Finalistas, como em tudo na vida, existem sempre várias perspetivas de um mesmo tema. Assim, sendo: 

 

Aspetos positivos:

  • Momentos de experiências longe de casa, com elementos da mesma idade oferece várias oportunidades de crescimento e aprendizagem quer seja, social, emocional, prático, financeiro, etc;
  • A planificação e responsabilização destas férias contribuem para outras aprendizagens pouco desenvolvidas em contexto escolar;
  • As férias e o descanso, são merecidos para quem muito lutou pelos bons resultados escolares e muito se dedicou ao estudo, ao longo de vários anos;
  • Quem vai para um país onde exista necessidade de usar uma língua estrangeira é uma boa forma de a praticar;

 

Aspetos negativos:

  • Parece-me que o primeiro pensamento de todos os leitores, nos aspetos negativos, serão os excessos cometidos pelos jovens, alheios a pouco controlo dos adultos;
  • Não me parece que estas viagens, normalmente, antes da Páscoa pareçam de finalistas, já que ainda faltam muitas aulas e muitas horas de estudo;
  • Não será justo que um estudante que não passe de ano letivo tenha o direito a usufruir destas férias, por inúmeras razões;
  • Muitas vezes fica apenas planeado diversão (noturna e diurna) nada que inclua o aspecto educativo ou cultural.

Como sempre, fica o tema aberto a partilha de opiniões e a comentários!???!!!!

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16 comentários em “As viagens de Finalistas… Sim? Não?”

  1. Contra mim falo…
    Fizemos numa Páscoa a viagem de finalista, naquele tempo cerca de 1996 fomos parar a Albufeira, excessos? Não ouve, claro que bebemos, divertimos-nos (éramos poucos cerca de 20), mas tínhamos como lema tomar conta uns dos outros.
    Nesse ano fiz a viagem e reprovei de ano, assim no ano a seguir não quis repetir a proeza.
    às vezes sou apologista de ser aquele grupinho de amigos no final do ano!

  2. Acho que qualquer viagem é, por si só, positiva, mas este tipo de viagens em particular inclui situações que podem ser problemáticas se “mal” vividas. Tenho uma sobrinha que pôde escolher entre duas alternativas: uma mais cultural que envolvia a visita de várias cidades europeias e outra ao sul de Espanha, só mesmo praia e diversão. Para sorte da minha irmã, a minha sobrinha escolheu a visita europeia… ufa! Quanto à outra, a minha irmã, apesar de a deixar escolher, confessou que a deixaria num mar de ansiedade… Quanto a mim, lá chegarei, ainda não será para já, mas percebo essa ansiedade – uma certa contradição entre deixar ir e, na verdade, não querer deixar…

  3. Penso que o local escolhido é sempre pertinente. Eu fiz no final do curso a Albufeira. Foi muito divertido ! Mas colegas meus abusaram e correu mal ( idas ao hospital por bebedeiras). Espero quando chegar a altura ter confiança suficiente nos meus filhos para não ficar demasiadamente preocupada ( preocupados ficamos sempre). Para piorar a situação existem as drogas que colocam nos copos…essas sim deixam-me apreensiva. Quanto à parte do ser repetente ou não, se faz e repete ,na minha opinião ,no ano seguinte não vai. Eu acho que é muito saudável por muito que custe deixá-los ir… 🙂

  4. Espero que a minha filha nunca se lembre de tal, pois após os últimos acontecimentos nem sei qual seria a minha reacção, sou benevolente em relação a certas coisas mas com outras viro “bicho”, há coisas que não admito.
    Ainda ontem numa reunião na escola devido ao comportamento de toda a turma na aula de História,de 20 alunos, fomos 8 pais, a minha solução para a Diana, falar com ela como é óbvio, segunda solução se a professora a vir nem que seja a sorrir, que a mande para a rua, como ela nunca passou por essa experiência, pode ser um exemplo para os outros colegas bem comportados, não me importo de todo de sacrificar a minha em detrimento de alguns alunos tão bons que aquela turma tem só porque 3 chicos espertos são os palhaçinhos da turma.

  5. Não concordo com esse sacrifício, deve ir para a rua se merecer e, simplesmente, isso… Cada estudante deve ter a educação que precisa e merece… O que me parece é que os restantes país não se mostram preocupados nem colaborante, assim nada se muda!
    Obrigada pelo testemunho!

  6. Eu fui para Espanha no final do secundário e odiei a viagem. Passei o tempo todo a sentir-me um peixe fora de água porque não bebo, não fumo, não consumo drogas, não aprecio discotecas.
    Fui com o objectivo de passear, conhecer, fazer visitas guiadas mas para além de não ter companhia (toda a gente estava demasiado cansada da noite anterior), o tempo não ajudou.
    Resumindo, foi uma semana de comida horrível, passada no quarto a ler para combater o tempo que teimava em não passar.
    Aconselho sempre os jovens que estão nessa fase a avaliarem bem se as viagens de finalistas são aquilo que eles esperam, de outra forma será mais positivo (e mais barato) juntar uns quatro ou cinco amigos e partir para algo mais ao gosto deles, numa altura até mais agradável do que o Abril chuvoso.

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