A propósito da (in)disciplina:

emoções

Respondendo a uma proposta de tema, realizado por uma leitora, relativamente à violência na escola:

 

Quando a escola estava reservada apenas a uma pequena elite social e, supostamente, culturalmente socializada, nada se questionava sobre problemas de indisciplina escolar.

Felizmente a escola tornou-se aberta a toda a sociedade portanto, nesta nova escola todos os problemas de uma sociedade se espelham e se espalham naturalmente.

Como nos escrevem os autores: A. Correia e M. Matos no livro: Violência da e na Escola: «Nesta visão tradicional da escola, a indisciplina escolar é indesejável mas inevitável, pois é nesta escola que se espelham os problemas de um mundo atual. Certo é que, não só professores e pais se encontram empenhados no equilíbrio perante tal confronto, toda a comunidade escolar está empenhada (…) na realização da justiça social e do bem estar das comunidades a que pertence» (2003:29).

Sabemos portanto que, não podendo ser erradicada esta violência e indisciplina escolar, o papel de todos nós deverá ser orientar para que não se propaguem estas situações, de forma frequente, nas nossas escolas.

Para finalizar, posso deixar aqui algumas pequenas dicas:

 

  • Não incentivem as crianças a responderem à violência com violência;
  • Expliquem que formas de justiça social podemos recorrer, na escola e fora dela;
  • Não esquecer que, nós adultos, seremos sempre o exemplo de atitudes a seguir;
  • Sempre que necessário devem recorrer à Polícia da Escola Segura.

 

Por aí? Surgem opiniões ou dicas sobre este assunto?

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12 comentários em “A propósito da (in)disciplina:”

  1. Este é um tema cada vez mais presente na sociedade. Espero sinceramente que consigam inverter esta tendência, e para tal, não são apenas os professores que devem contribuir. Os pais, essencialmente, têm de ser chamados, responsabilizados..
    Beijinhos

  2. O Problema é que retiraram poderes ao professores e deram aos alunos. Agora os professores vão para a escola, habilitados a levar um tabefe de um qualquer puto descontente, e não passa nada.
    Se um professor der um tabefe num aluno, é logo “excomungado” e lá virá a “famelga” toda tirar satisfações com o professor, pois este deu uma palmada no menino de ouro.

  3. Antigamente os pais davam indicações aos professores para baterem se considerassem necessário…
    Penso que não pode ser incentivada nenhuma forma de violência de parte alguma… tudo se pode resolver sem tal coisa… mas para isso, pais e professores devem estar de acordo…

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