Diálogo entre mim e um/a estudante de secundário:
«Eu: _ Não gosto nada quando vocês começam a reparar nas letras das opções que escolhem, quando o teste tem escolhas múltiplas…
Estudante: _Mas nós fazemos muito isso, por exemplo, acabamos um teste chegamos cá fora e dizemos: ‘o meu teste tinha muitas D… devo ter tudo mal…’»
Convivo diariamente com crianças e jovens há muito tempo, algumas crianças são agora adultos. E, na minha perspetiva a falta de autoestima e a ansiedade é algo que tem vindo a crescer muito.
É muito fácil ouvir dizer ‘eu não consigo’, ‘não vou ser capaz’, fico muito nervoso’… isto transforma-se numa espécie de autossabotagem, que se irá refletir numa real incapacidade e irá desculpar previamente o seu desfecho.
Podemos refletir sobre os mais variados fatores que possam influenciar tudo isto:
- elevadas exigências /expectativas por parte da família e da sociedade;
- baixa autoestima apoiada pelas ‘surreais’ redes sociais;
- contínua e crescente competitividade;
E, certamente, poderíamos apontar mais algumas causas. Mas, como sabem, não pretendo focar-me tanto nos problemas, mas sim nas possíveis soluções.
Claramente, que as crianças e jovens não são todas iguais, o que aumenta a autoestima de alguém pode produzir um efeito contrário noutra. Mesmo assim, o leitor pode aproveitar algumas destas propostas e adequar à criança/jovem que bem conhece:
- O diálogo de motivação e o ensino de gestão de expectativas é sempre uma mais valia;
- O demonstrar que não existem vidas perfeitas nem pessoas perfeitas e todos precisamos de melhorar algumas competências e valorizar outras;
- Promover momentos de solidariedade e de atividades sociais, para que conheçam realidades do mundo mais duras e difíceis;
- Definir menos tempo em frente a ecrãs;
- Exigir dentro dos limites individuais;
- Não permitir comparações;
- Incentivar à confiança em si próprio;
Gostaria imenso de ler o que o leitor tem a acrescentar sobre este tema…🥰


Grato pela partilha.
Boa noite e boa semana, Maribel!
Beijinhos.
Muito obrigada pela visita!!
Beijinhos🙏
Creio que a razão da insegurança passa também por todos a todo o instante não só terem opinião como julgarem. Os miúdos (e graúdos) sentem-se espartilhados, sem liberdade e tantas vezes errados por não corresponderem à última ronda de opinião/julgamento dominante.
Boa semana, Maribel.
Verdade, principalmente com a exposição às redes sociais e aos comentários alheios, os jovens vivem as suas vidas em função do que os outros pensam e dizem…
Obrigada pela visita!
Beijinhos🙏