Possíveis erros no estudo

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Os métodos de estudo devem ser adaptados para cada estudante, de acordo com as especificidades de cada um, moldando-se às caraterísticas da matéria a estudar e às especificidades de cada estudante.

Contudo, existem estratégias de estudo que, nem sempre, poderão facultar os melhores resultados esperados, como por exemplo:

– Decorar a matéria para a realização de uma ficha de avaliação poderá não conduzir aos melhores resultados, pois o mais importante é compreender a informação recebida e torna-la num fio condutor de novas aprendizagens.

– Estudar pelos resumos, apenas e só, não deve ser também o único investimento de estudo, pois, ao condensar a matéria resumindo-a, poderá ficar por estudar partes importantes de informação.

– Estudar apenas no dia anterior à avaliação, é também um caminho errado, torna-se demasiado cansativo e certamente não se conseguirá a aprendizagem total da matéria.

– Procurar o apoio do Educador/Explicador, apenas no dia anterior à ficha de avaliação, talvez não melhore significativamente os resultados desta avaliação se existirem muitas dúvidas e incompreensões na matéria a estudar.

Os possíveis erros de estudo para um estudante poderão ser um método acertado para outro, cabe ao Educador apoiar e orientar nas melhores escolhas de acordo com as características e capacidades intrínsecas ao estudante.

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4 comentários em “Possíveis erros no estudo”

  1. Por acaso no outro dia estava a comentar com a minha filha a forma como é avaliada, por exemplo, a matemática. Ela trouxe uma pequena ficha mensal (canguru matemático) e eu estive a tentar resolvê-lo. Nessa missão, fiz o meu raciocínio e a forma de chegar à resposta através de desenhos.
    Mas não saberia como colocar aqueles desenhos ou cálculos numa equação ou expressão numérica, como por vezes eles têm que fazer. A minha filha é a própria a dizer que a matemática da forma como eu a aprendi é mais fácil que a que ela aprende agora.
    Relativamente ao estudo propriamente dito, depende muito de criança para criança – há aquelas que ouvem e fixam,outras que têm que ouvir ou ler mais vezes. Há as que compreendem à primeira, e as que precisam que se lhes explique mais vezes.
    Mas com tantas disciplinas e com a maior parte delas a não agradar aos alunos, é possível que estejam nas aulas apenas a passar apontamentos, ou a ouvir mas sem apreender muito. E há matéria que tem que ser mesmo decorada.
    Eu confesso que,no meu tempo, começava dois ou três dias antes a tentar decorar tudo para despejar no teste, e depois do teste feito, muitas das coisas eram novamente esquecidas, porque não me interessavam minimamente. Mas, afinal, a forma como os testes eram feitos pediam isso mesmo.
    Hoje, com a minha filha, retiro alguns exercícios semelhantes aos que ela faz na escola, e elaboro algumas fichas de trabalho para ela tentar fazer, como preparação para os testes.
    A história, tento que ela perceba o contexto e tente saber a matéria como se estivesse a contar uma história a alguém sobre o que acontecia naquele tempo. A inglês, tento que ela perceba o que está a dizer ou a responder, porque muitas vezes fazem os exercícios porque é o que está nos exemplos, mas não fazem ideia do que é que aquilo significa.

  2. Obrigada Marta pela partilha de experiência!
    Sem dúvida que, se não transformarmos as matérias dadas na escola como algo interessante e motivador, as crianças crescerão sem perceber a real importância da educação e do conhecimento e, se muitas vezes essa motivação não parte dos professores deve partir dos outros educadores, sejam os Pais ou Explicadores… eu procuro, sempre, explicar aos estudantes a matéria de uma forma muito criativa, exemplificativa e crítica, para que se despertem mentes e prazeres… só depois aparecem os esquemas e apontamentos para organizar e memorizar esse novo conhecimento…

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