Quando eles nos deixam de boca aberta: diálogos transcritos

emoções

Já aqui escrevi sobre a importância dos meus diálogos com os estudantes… pequenos fragmentos de conversas informais que muito explicam sobre pensamentos e sentimentos dos mais novos. Apresento, por várias vezes, estes diálogos porque eles me despertaram reflexões complexas e de grande aprendizagem… são discursos únicos, genuínos, com uma espontaneidade que não posso deixar de memorizar.

Acredito que vocês, leitores, que das mais variadas formas convivem com crianças e jovens, tenham também estes pequenos diálogos ou frases na memória e que vos marcam, até hoje, pela intensidade com que vos tocou. Gostaria de deixar aqui o desafio para que partilhassem comigo e com os leitores tais conversas.. certamente nos farão sorrir e pensar seriamente, em simultâneo!

Desde já, agradeço muito a vossa partilha!

 

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2 comentários em “Quando eles nos deixam de boca aberta: diálogos transcritos”

  1. Há uns tempos uma criança ensinou-me o verdadeiro significado de laços afetivos, dizia-me ela:
    Criança: “Oh Ana, levas-me para casa?”
    Ana: “Não posso, então tu já viste a preocupação que a tua mãe teria?”
    Criança: “Não sei, ela não percebe bem o que é ser mãe, és mais minha mãe que ela. Estás sempre presente, brincas comigo, fazes-me rir e até chorar, ralhas comigo, mas até nestes momentos em que ralhas, eu sei que é para o meu bem. Para ela sou indiferente, não fala comigo, e quando fala é só para mandar”

    Tocou-me muito, como é que uma criança de 4 anos consegue ter este discurso e discernimento..

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