Inquietudes: Estará a escola adaptada ao mundo atual?

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Nos jornais e revistas falam-se das melhores escolas do país com vista nos rankings, onde quanto mais elevadas são as notas de exames nacionais, melhores as escolas… de facto, ter ótimas notas escolares proporcionam o abrir de algumas portas profissionais aos estudantes, principalmente no acesso ao ensino superior, contudo não sei se será este presságio de um bom profissional, ou de uma pessoa feliz…

Vários são os críticos sobre a estrutura do ensino escolar atual, referindo que este, pouco prepara o indivíduo para o verdadeiro mercado de trabalho, afirmando-se que a teoria está demasiado distante da prática e que, no contexto de ensino formal existe pouca oportunidade para uma aprendizagem mais prática e próxima dos reais contextos de trabalho.

Muito teria eu para debater sobre este tema e muito poderão pensar e partilhar os leitores sobre esta dicotomia: Escola/Profissão…

Como pedra basilar, gostaria apenas de salientar que a exigência que o mundo profissional atual coloca às escolas está diferente, simplesmente porque o próprio Mundo está diferente… as profissões são diferentes, as exigências são novas… mas a escola permanece igual, há décadas… hoje é necessário ensinar novas capacidades como a criatividade, a imaginação, a adaptação, espírito crítico… que em muito transcendem os contínuos bancos de escola, a memorização e as tradicionais teorias!   

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6 comentários em “Inquietudes: Estará a escola adaptada ao mundo atual?”

  1. Há muito tempo que venho a dizer que a escola só nos ensina muita teoria, e pouca prática. E, embora o saber não ocupe lugar e o conhecimento nunca seja demais, há matérias que, em termos de preparação para o futuro e transição para o mercado de trabalho, de pouco servirão. Continuo a achar que ainda existe uma ponte muito grande entre o ensino e o mercado de trabalho.
    Talvez a excepção vá para os cursos técnicos e profissionais, que são mais específicos, e com vista a algo mais concreto.

  2. Tem razão… para além disso a escola não deve ser encarada, apenas, como um caminho para um emprego… a educação deve preparar o indivíduo para uma vida feliz, quer seja pessoal, social, cultural ou profissional… mas, por vezes parece que se estão e ensinar máquinas e não pessoas únicas!

  3. É frustrante pensar em potenciar a criatividade, o espírito crítico e a imaginação, quando a escola nem às expectativas mais sumárias consegue corresponder para aqueles que não pretendem ingressar no ensino superior. Acho que há uma tendência generalizada para estabelecer a igualdade de oportunidades como igualdade de um dever, o dever de contribuir para a estatística da escolaridade. Todos somos diferentes, todos temos especiais curiosidades, aptidões, interesses, formas de estar, objectivos. Limitar-nos à igualdade ideológica significa, muitas das vezes, aniquilar o potencial para sermos melhores e diferentes no futuro. A escola não cria condições diferentes para talentos e aspirações diferentes. Vi amigas minhas sem alternativa senão um curso técnico-professional para cumprir calendário. Hoje trabalham em condições precárias e com o salário mínimo. A escola tem de ser repensada. Caso contrário, será sempre e só um caminho de passagem obrigatória na adolescência.

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