Diálogo entre mim e um/a estudante de secundário:
«Eu: _Então, correu bem o teste?
Estudante: _ Até podia ter corrido, se eu não tivesse sete colegas a perguntarem-me, constantemente, as respostas!»
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Como podem perceber por este excerto de conversa, são muitos os motivos que levam um aluno a ter dificuldades em realizar o seu momento de avaliação e que com isso não signifique uma má preparação, ou pouco estudo.
Quando é um momento coletivo de avaliação – os ditos trabalhos de grupo-, normalmente em pequenos grupos, uns alunos podem prejudicar os outros porque, de forma mais ou menos intencional, estão mal preparados, são mais tímidos, ou pouco contribuem para o resultado final. Todos nós conhecemos situações de trabalhos de grupo falhados ou aquém das espectativas…pela nossa própria experiência ou por relatos bem próximos.
Quando é um momento individual de avaliação – os ditos testes-, outros fatores externos implicam diretamente resultados, sem que o aluno consiga ter o controlo pretendido da situação. O exemplo que apresentei neste diálogo é bastante explicito: para qualquer aluno torna-se difícil concentrar se outros estão a perturbar, com barulho, ou com perguntas diretas.
Outros exemplos podem ser aqui referidos: estar doente, ou com dores, no momento da avaliação; ter vivido uma situação pessoal stressante (em casa ou na escola); ter fome; ter passado mal a noite; estar emocionalmente instável, etc…
São tantas as razões para que uma avaliação quantitativa falhe, sem que com isso espelhe o empenho, a dedicação e os saberes do aluno. Por esta razão é que os professores devem estar sensíveis e atentos nesta monitorização e também, é por esta razão que a avaliação contínua deve ter algum peso no momento de atribuir um número ao aluno, como qualificação!

