Ainda há pouco tempo escrevi sobre os dramas dos ecrãs em tempo de férias… pois não poderia deixar de partilhar mais esta opinião sobre as novas tecnologias e meios de comunicação.
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Reflitamos sobre um diálogo entre mim e um/a estudante de secundário:
«Eu: _ Agora ainda há bullying como antigamente… não sei se ainda será igual…?
Estudante: _ Não tanto, agora é mais pelas redes sociais, por exemplo, alguém coloca uma fotografia e a outra pessoa vai lá criticar e escreve coisas horríveis… mas depois, no dia seguinte, na escola, é como se não se tivesse passado nada, essa pessoa finge que não escreveu nada…
Eu: _ Ou seja, escondem-se atrás do ecrã?!
Estudante: _ É isso!»
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Por este exemplo percebemos o quanto estas redes sociais podem danificar relações de amizade e danificar até a própria autoestima, numa idade em que cada palavra e cada gesto importa!
Para além deste ciberbullying, estas redes sociais levam as pessoas a sentirem o ‘estou bem onde não estou’, porque nestas redes só se encontra o melhor da vida dos outros, tudo foi previamente selecionado e filtrado, como se a vida dos outros fosse sempre perfeita e a nossa horrível…
Pois bem, se mesmos os adultos têm de conseguir gerir este impacto que as redes sociais têm nas suas vidas, muito mais difícil será para um adolescente/jovem fazê-lo… se ninguém ajudar, orientar, explicar, ensinar…
Fica aqui o alerta… este ensino não acontece nas escolas, nem vem nos manuais… é preciso encontrar outras formas de ensino/reflexão!
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